Pragas urbanas e o seu significado para a saúde pública

Pragas urbanas e o seu significado para a saúde pública

A expansão urbana, a produção desmesurada de resíduos no contexto urbano, o aumento das viagens internacionais e as mudanças climáticas, são fatores causados pelo comportamento humano, o qual nos expõe cada vez mais a pragas e a doenças transmitidas respetivamente.

No âmbito das alterações anteriormente identificadas, torna-se necessário uma análise dos impactos diretos e indiretos das pragas urbanas sobre a saúde pública, em que dever-se-á obter estratégias futuras para gerir e reduzir o risco de exposição. No sentido da política estratégica a implementar ser considerada adequada, a sua monitorização será fulcral, logo vários dados devem ser retirados para reavaliação cíclica da política de gestão.

A sensibilização da opinião pública, bem como a educação da população das camadas etárias mais novas, devem ser consideradas fundamentais para uma gestão de pragas eficientes e bem-sucedidas, uma vez que a maioria das pessoas não sabe como o seu comportamento poderá atrair pragas e permitir-lhes prosperar. Atualmente ainda existem muitos cidadãos, que desconhecem amplamente as pragas urbanas, as doenças transmitidas por estas e as medidas a adotar para evitar a sua atratividade para com as nossas edificações.

Algumas Pragas Urbanas:

– Pragas associadas a cuidados débeis em termos de higiene (baratas, formigas, percevejos, moscas domésticas, etc)

– Pragas estruturais das edificações (térmitas ou formiga branca, carunchos, etc)

– Vertebrados (ratos, pombos, etc)

– Espécies invasivas de elevado impacto na saúde pública (mosquitos, etc)

O aumento global da prevalência de asma nos últimos 50 anos em comunidades urbanas, afeta severamente diversos países, sendo que esta doença afeta intensamente a qualidade de vida dos seus portadores. As evidências que relacionam asma e exposição doméstica a baratas, ratos e ácaros são claras, logo estas pragas comuns em ambientes urbanos, desempenham um papel significativo na disseminação da asma nos meios urbanos.

As baratas constituem uma das pragas mais significativas e desagradáveis ​​encontradas em apartamentos, casas, restaurantes, hotéis, hospitais e centros de saúde em todo o mundo, pelo que algumas espécies tal como a barata alemã (Blatella germanica), exploram condições associadas a populações humanas de alta densidade e condições de vida empobrecidas.

No que se refere aos roedores, estes apresentam um grande risco para a saúde humana, especialmente para pessoas cuja saúde já está comprometida, embora também estejam associados a problemas médicos relacionados com asma e reações alérgicas.

Os pássaros urbanos de vida livre poderiam ser chamados animais de companhia, especialmente para crianças, idosos, entre outras pessoas, deste modo são frequentemente alvo de atenção por parte da população, nomeadamente em termos de alimentação na via pública.

No entanto, convém referir que algumas aves urbanas reúnem-se em aglomeradas e produzem excrementos danificando deste modo edifícios, incluindo monumentos, além de causar problemas de poluição.

Os organismos patogénicos relacionados com aves, podem se espalhar por ar, ingestão, contato direto com pássaros ou insetos que alimentam-se do sangue destas, como mosquitos e carrapatos, assim podemos acrescentar que representaram um risco para a saúde pública.

As empresas de prestação de serviços de controlo de pragas, deverão fornecer serviços cada vez mais inovadores, reduzindo a exposição a pesticidas, gestão da resistência das pragas urbanas, redução de danos colaterais na saúde pública e reduzindo seriamente o impacto ambiental da sua atividade laboral.

Por outro lado, é importante a implementação de legislação, isto de modo a garantir um controlo de pragas em conformidade com os parâmetros estabelecidos para a saúde pública e ambiente.

 

Fonte: Pragas e Eventos

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *