Casos de doença neurológica decorrentes da chicungunha alertam médicos no Rio

Casos de doença neurológica decorrentes da chicungunha alertam médicos no Rio

Manifestação mais grave do vírus da chicungunha, a encefalite viral foi registrada em 4.673 casos apenas no município do Rio de Janeiro.

RIO — Um caso ocorrido no mês de Abril a fisioterapeuta Cintia de Souza Carvalho tentava acordar o marido, o mecânico industrial Neemias de Freitas Carvalho, quando reparou que ele estava com os olhos virados, a boca torta e os braços fracos. Correu para um hospital em Petrópolis, onde, após uma série de exames, foi constatado que Neemias estava com uma encefalite viral, provocada pelo vírus da chicungunha. O médico afirmou que o paciente poderia morrer em até 24 horas se não reagisse ao tratamento.

— Felizmente ele resistiu à doença, mas ainda está com sequelas — conta Cintia. — Está andando com dificuldade e não consegue olhar para cima e para baixo. Esperamos que melhore com o tempo. Sua recuperação foi um milagre.

Neemias, de 36 anos, foi vítima da manifestação mais grave da chicungunha, a encefalite viral. Especialistas criticam a falta de estatísticas sobre quantas infecções evoluem até chegar a esse ponto, principalmente em meio a um surto de Aedes aegypti, vetor da chicungunha.

Nas primeiras 15 semanas deste ano, foram registradas 4.673 ocorrências da enfermidade no município do Rio de Janeiro, um aumento de 83,1% em relação a 2018.

Enquanto isso, um conjunto de cientistas espalhados pelo país, denominado Rede Nacional de Enfrentamento ao Zika e Doenças Correlatas (Renezika) e criado por iniciativa do Ministério da Saúde, está estudando potenciais complicações no sistema nervoso de 2 mil indivíduos infectados por dengue, zika ou chicungunha. No Rio, um dos grupos que fazem parte da Renezika — formada em 2016 e composta por pesquisadores de diversas especialidades, como médicos, biólogos, biomédicos, geneticistas e epidemiologistas — é do Laboratório de Neurociências Translacional da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio).

 

 

Fonte: O Globo

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